Procura de seguros de saúde no Brasil será menor este ano

queda seguros de saúde no BrasilNo momento em que em Portugal, pese a crise económica, as adesões a seguros de saúde aumentam, no Brasil, a tendência é contrária, pelo menos a avaliar pelo que estima o presidente da FenaSaúde, a Federação Nacional de Saúde Suplementar, o órgão que decorre da associação de seguradores CNSeg, com a tutela dos seguros ligados à saúde.

Marcio Sêroa de Araújo Coriolano, afirma que deve ser mantida em 2013 a tendência de redução da procura por planos de saúde no Brasil, como resultado de menor expansão da atividade econômica no país.

Na área odontológica, onde a concorrência é acirrada, a queda do crescimento pode ainda ser maior, após três anos seguidos de novas adesões.

Para Márcio Coriolano, o grande desafio decorre da inflação médica, que ressurgiu mais forte em 2013, também em virtude da busca de recomposição das margens de preços por parte dos prestadores de serviços, nomeadamente os hospitais e os laboratórios.

Outro aspeto a ter em conta é o aumento da frequência de uso dos recursos médicos, estimulado pelos próprios prestadores de serviço, que aumentam a jornada de atendimento aos beneficiários, aceleram a ocupação dos equipamentos de saúde e leitos, entre outros mecanismos de aceleração da produtividade.

Na visão do presidente da FenaSaúde, este ano será de muito diálogo entre as operadores e os prestadores de cuidados de saúde, em torno dos fatores que vêm pressionando os custos da assistência.

Entre as prioridades do novo mandato de três anos, Coriolano cita a necessidade de fortalecer o papel institucional da FenaSaúde, e manter o diálogo constante com todos os pares de saúde suplementar, incluindo-se aí a ANS, para construir um sistema regulatório eficiente e motivar a participação cada vez maior das operadoras nos grandes temas de interesse do setor.

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